Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cancro Oro-faríngeo e o HPV


Foi há cerca de 15 dias, na série "Private Practice", que passa na RTP2, à segunda-feira, que um caso clínico abordado era o de um casal, em que o homem se queixava de uma dor de garganta que se revelou ser um carcinoma provocado pelo HPV (Virus do Papiloma Humano).

Em Portugal está disponível uma vacina para este vírus, mais conhecido por poder provocar cancro do útero, havendo ainda hoje campanhas publicitárias pró-vacinação.

O que agora vem ao nosso conhecimento é que este vírus, que é transmissível sexualmente e que se demonstrava ser assintomático nos homens, afinal também lhes pode provocar cancro, porque, como também frisavam na série, sexo oral também é sexo!

Isto leva a pensar na possibilidade de incluir os homens nesta campanha de vacinação, apesar de os resultados desta vacinação só poderem ser vistos daqui a muitos anos. Da minha parte, e porque em Portugal ainda não há debate sobre o assunto, deixo sinalizada esta possíbilidade, que me parece muito actual e necessária. Afinal não são todos os cancros que se podem prevenir como é o provocado por este vírus.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cientistas portugueses identificam marcador de cancro do estômago



Um dos maiores problemas que existe no tratamento do cancro é a inespecificidade dos fármacos em relação às células tumorais. Isto é, o medicamento não só actua as células doentes como também o faz às células saudáveis, causando muito dos efeitos indesejáveis da quimioterapia.

Este problema pode ser resolvido encontrando particularidades nas células doentes, que sejam diferentes das células saudáveis, e usar essa marca para que o medicamento "saiba" que células "atacar".

Desta vez foi um grupo de cientistas da Universidade do Porto, do Instituto de Engenharia Biomédica, que descobriu um receptor nas células tumorais gástricas, que "é uma variante de uma proteína presente na superfície de todas as células".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Global Blog Action Day - Água

Hoje é o Global Blog Action Day, sobre o assunto Água. Ou seja, hoje todos os blogs do mundo deveriam ter posts sobre a dita, de modo a alertar sobre o seu racionamento, uso devido e indevido, escassez, enfim, sobre este bem essencial a todas as formas de vida.

Não sendo especialista, tenho um conselho, uma dúvida e uma sugestão.

Conselho: a água da chuva pode ser usada para colocar nos ferros a vapor. Às vezes esqueço-me e não sigo o meu próprio conselho, mas agora vou estar mais atenta.

Dúvida: a água canalizada que chega a minha casa é potável, mas tem um sabor particular. Sempre que posso, não compro àgua engarrafada, vou antes a uma fonte com água de muito boa qualidade (a minha mãe fez questão de a mandar analisar), e encho 20 garrafões de uma vez. Só que por vezes não dá jeito lá ir (ainda fica a uns 8km). A pergunta é: se usar aqueles jarro onde se coloca um filtro (tipo Britta) a água da torneira ficará mesmo sem o sabor que lhe é característico? E em termos de custo, será mais barato do que comprar água? Ir à fonte deve ser mais barato e menos poluente uma vez que os garrafões são reutilizáveis, não é?
Se tiverem resposta a estas minhas perguntas, partilhem por favor...e poupem água, nos banhos, a lavar os dentes, a regar (agora já quase não é preciso), nos autoclismos, etc.

Sugestão:há uns meses atrás comprei um aparelho, que se coloca na parede do poliban ou banheira, que não é mais do que um pequeno despertador que nos indica quando estamos a gastar mais água do que devemos. Foi em http://www.efergy.com/ e o aparelho chama-se ShowerTime. Custa cerca de 10€ (barato) e foi tão eficiente que neste momento já não o precisamos de ligar porque já sabemos, intuitivamente, quanto tempo podemos levar no duche. Uma ideia simples, um presente interessante para o Natal.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Megalópoles


Segundo especialistas presentes no Congresso Mundial da Saúde, em Berlim, as megalopoles (cidades com mais de 10.000.000 de habitantes, a mesma população que Portugal!) são potes, onde não só se misturam culturas, como também se propagam doenças com facilidade, causando epidemias ou ampliando-as.

Não moro numa cidade, no início por necessidade, neste momento por escolha, e posso afirmar que não é só o problema sanitário que me leva a escolher meios pequenos em detrimento de grandes cidades.
Nas cidades, se não conhecermos as pessoas certas nos ambientes de saúde (hospitais, centros de saúde, etc) é-nos mais dificil aceder a bons serviços.
Os serviços básicos, e também de prevenção são de mais fácil acesso em meios pequenos. O ar que se respira é mais puro. A informação está na ponta dos nossos dedos e portanto não é necessário estarmos "onde as coisas acontecem".
Tudo isto e também porque consigo passar um mês sem tirar o carro da garagem, a escola das crianças ser do outro lado da rua e ir a pé para o trabalho, são razões para me sentir bem nesta vila. Não tenho muitas escolhas em termos de cultura e desporto, mas as que há são aproveitadas ao máximo.
E vocês? O que preferem e porquê?

Inevitável falar sobre a Europa

O post de hoje não é sobre saúde, mas no estado em que o país e a Europa se encontram é inevitável falar sobre quem somos, como somos e em que nos devemos tornar...antes que chegue a depressão (depressão clínica e não financeira, que desta sabe Deus!).
Fica o link para uma entrevista com Jacques Delors no Parlamento Europeu sobre a necessidade de termos "alma".