segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Parabéns Museu da Ciência!
O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, comemora hoje 5 anos. Pouco tempo para uma instituição cujo objectivo principal é mostrar/divulgar a ciência, com particular ênfase para a experimentação por parte dos visitantes, onde são múltiplas as conferências, ateliers, actividades dirigidas para escolas, exposições permanentes e temporárias.
Por isso digo que 5 anos são pouco tempo. Um Museu destes, aliado à Universidade de Coimbra, já deveria estar a comemorar 100 anos! O que se pode aprender aqui é precioso. Poder tocar, experimentar e conhecer mais, poder relacionar o conhecimento actual com o do passado, ou perceber quão longe chegaram os cientistas dos séculos passados é inspirador para qualquer um, e não apenas aqueles ligados à temática.
Como visitante fui apenas uma vez ao museu, ver uma exposição sobre Darwin, com uma visita guiada feita pela cientista que aparece neste poster comemorativo (Susana Takato, uma grande amiga!). Ah, o que já existia na nossa Universidade na época de Darwin! Os trabalhos que já se conduziam, em especial na área da botânica. Mais uma vez: inspirador!
Hoje é dia de festa para o Museu e para todos nós. Não vos esqueceis de o visitar (não tem que ser hoje, claro) e levar a família toda!
domingo, 20 de novembro de 2011
Inesperada Incursão Física
No sábado, dia 19 de novembro (inicio um esforço por adaptar o novo OA com a escrita do meses em minúsulas), enquanto folheava novidades na livraria Bertrand do centro comercial Dolce Vita, fui chamada (claro que não só eu!) a assistir a uma palestra no âmbito dos "Sábados com Ciência".
Encontrava-me mesmo à porta do auditório e o que me chamou a atenção foi o facto de estar António Piedade, o impulsionador destas palestras, a fazer as devidas apresentações. António Piedade é um "bioquímico de formação e um escritor por paixão", nas suas próprias palavras, e alguém que na qualidade de comunicador da ciência, tenho seguido com alguma regularidade. Infelizmente não o sigo nos jornais onde publica, mas por outro lado as suas crónicas estão disponiveis no blog De Rerum Natura, assim como as de outros comunicadores natos como o Professor Carlos Fiolhais, que dispensa apresentrações.
Quando estiquei o pescoço para ver o tema decidi logo que não entraria. Física de partículas? Não podia estar mais distante de mim! Assunto pelo qual não nutro o mínimo interesse e como não guardo grandes recordações das minhas cadeiras de física na faculdade, porque razão haveria de entrar?
Mas estava lá António Piedade. Será que ele vai contribuir para a tertúlia? Valerá a pena? Não havia compromissos...entrei!
Durante 2,30h estive no auditório e não arredei pé!
O assunto do qual se falou foi física pura, mas eis o que aprendi:
> já sabia o que eram quarks, mas desconhecia os leptões;
> várias vezes tinha ouvido falar do CERN, mas passei a perceber a sua grandeza;
> tinha a ideia do que era o enorme projecto do LHC, o acelerador de partículas, mas fiquei a entender melhor o que se estuda por lá;
> fiquei a conhecer a existência de mais um Laboratório Associado na UC, o LIP, de onde vieram os perletores desta conversa (Rui F Marques e João Carvalho da FCTUC e Paulo Fonte do Departamento de Física ISEC), e os respetivos projetos em que está inserido;
> sei agora como funciona o PET Scan (Tomografia por Emissão de Positrões);
> tomei conhecimento de uma aplicação informática (será assim que se designa?) o GRID, que permite cálculos baseados em dados guardados pelo mundo fora.
E não queria entrar no auditório...

Sempre fui muito eclética na minha aprendizagem, nunca se sabe quando chocamos com algo que nos estimula o suficiente para nos levar a seguir um novo caminho, não é? "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"!
Na altura da interação com os investigadores muitas perguntas/ideias foram lançadas e mais uma vez aprendi:
> sobre as dificuldades básicas dos estudantes universitários:
;
> sobre a necessidade de ensinar computação ainda no ensino secundário;
> sobre a necessidade de comunicar ciência;
> sobre a iminente descoberta do Bosão de Higgs;
> sobre o eterno problema das patentes.
Pude ainda apreciar o trabalho científico de ponta que é feito na UC (a minha Universidade!).
Debateu-se o porquê de não existir uma estreita relação entre a universidade e a indústria. Apesar de não saber números, tenho a ideia de que há muito poucos doutorados a trabalhar na indústria portuguesa, seja qual for a àrea científica. Uma história prestes a mudar? Duvido, mas foi consensual que o caminho se está a trilhar. Aqui parece-me correto citar um texto com mais de 2000 anos: "Vigiai pois não sabeis a hora nem o dia".
Assim que souber de outro "Sábado com Ciência" tratarei de divulgar. A experiência que tive faz-me estar sedenta de mais conhecimento e de o partilhar.
Encontrava-me mesmo à porta do auditório e o que me chamou a atenção foi o facto de estar António Piedade, o impulsionador destas palestras, a fazer as devidas apresentações. António Piedade é um "bioquímico de formação e um escritor por paixão", nas suas próprias palavras, e alguém que na qualidade de comunicador da ciência, tenho seguido com alguma regularidade. Infelizmente não o sigo nos jornais onde publica, mas por outro lado as suas crónicas estão disponiveis no blog De Rerum Natura, assim como as de outros comunicadores natos como o Professor Carlos Fiolhais, que dispensa apresentrações.
Quando estiquei o pescoço para ver o tema decidi logo que não entraria. Física de partículas? Não podia estar mais distante de mim! Assunto pelo qual não nutro o mínimo interesse e como não guardo grandes recordações das minhas cadeiras de física na faculdade, porque razão haveria de entrar?
Mas estava lá António Piedade. Será que ele vai contribuir para a tertúlia? Valerá a pena? Não havia compromissos...entrei!
Durante 2,30h estive no auditório e não arredei pé!
O assunto do qual se falou foi física pura, mas eis o que aprendi:
> já sabia o que eram quarks, mas desconhecia os leptões;
> várias vezes tinha ouvido falar do CERN, mas passei a perceber a sua grandeza;
> tinha a ideia do que era o enorme projecto do LHC, o acelerador de partículas, mas fiquei a entender melhor o que se estuda por lá;
> fiquei a conhecer a existência de mais um Laboratório Associado na UC, o LIP, de onde vieram os perletores desta conversa (Rui F Marques e João Carvalho da FCTUC e Paulo Fonte do Departamento de Física ISEC), e os respetivos projetos em que está inserido;
> sei agora como funciona o PET Scan (Tomografia por Emissão de Positrões);
> tomei conhecimento de uma aplicação informática (será assim que se designa?) o GRID, que permite cálculos baseados em dados guardados pelo mundo fora.
E não queria entrar no auditório...
Sempre fui muito eclética na minha aprendizagem, nunca se sabe quando chocamos com algo que nos estimula o suficiente para nos levar a seguir um novo caminho, não é? "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"!
Na altura da interação com os investigadores muitas perguntas/ideias foram lançadas e mais uma vez aprendi:
> sobre as dificuldades básicas dos estudantes universitários:
> sobre a necessidade de ensinar computação ainda no ensino secundário;
> sobre a necessidade de comunicar ciência;
> sobre a iminente descoberta do Bosão de Higgs;
> sobre o eterno problema das patentes.
Pude ainda apreciar o trabalho científico de ponta que é feito na UC (a minha Universidade!).
Debateu-se o porquê de não existir uma estreita relação entre a universidade e a indústria. Apesar de não saber números, tenho a ideia de que há muito poucos doutorados a trabalhar na indústria portuguesa, seja qual for a àrea científica. Uma história prestes a mudar? Duvido, mas foi consensual que o caminho se está a trilhar. Aqui parece-me correto citar um texto com mais de 2000 anos: "Vigiai pois não sabeis a hora nem o dia".
Assim que souber de outro "Sábado com Ciência" tratarei de divulgar. A experiência que tive faz-me estar sedenta de mais conhecimento e de o partilhar.
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