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quarta-feira, 7 de março de 2012

ADN e exercício físico

- Esta é uma tradução livre do artigo/podcast do Scientific American -



Exercício físico afecta instantaneamente o ADN

É apenas necessário um treino para que os sinais enviadas para a melhoria do tonús muscular (exercício físico) altere a expressão génica. (Katherin Harmon)

Talvez esta notícia sirva de motivação para começar a treinar.

Resultados de uma nova pesquisa científica dizem que não é necessário passarmos horas num ginásio, todos os dias, para que o nosso corpo comece a sentir os efeitos positivos do exercício. De facto, uma simples sessão numa bicicleta estática pode afectar o nosso ADN.

Bem, o código genético não se vai mutar de modo a nos metamorfosearmos num Conan, o Bárbaro. Mas o exercício envia um conjunto de sinais instantaneamente, que determinam que genes são ligados ou desligados.
Estes sinais, chamados de epigenéticos, "dizem" ao músculos: «Tonificai-vos!»

O estudo é este: Romain Barres et al, Acute Exercise Remodels Promoter Methylation in Human Skeletal Muscle, Cell Metabolism

Foram recrutados 14 pessoas, na casa dos 20 anos, que normalmente não praticavam nenhum desporto.Depois de um treino pequeno, mas intenso, de bicicleta, os seus músculos apresentavam mudanças temporárias, mas grandes, em vários tipos de sinais epigenéticos.
Estudos posteriores mostraram o mesmo efeito provocado pela cafeína.

Ok, uma bica não terá os mesmos efeitos que o treino matinal, mas se formos a correr até ao café mais próximo, estamos no caminho certo.

terça-feira, 6 de março de 2012

À procura de uma cura para o alcoolismo...ainda!

A empresa farmacêutica dinamarquesa Lundbeck mostrou ontem os resultados dos ensaios realizados com um potencial "blockbuster", o medicamento nalmefeno, que serve para o tratamento do alcoolismo, porque elimina, no cérebro, a sensação de prazer que o álcool provoca.

 Os resultados mostrados foram muito bons: 66% de taxa de redução de consumo de álcool!

 

No entanto,parece que o placebo apresentou resultados desconcertantes: em 3 ensaios de fase III (segurança e eficácia num grande número de doentes), o medicamento foi dado a grandes alcoólicos, assim como recomendações sobre os hábitos de consumo. Num dos estudo, depois de 6 meses a redução dos dias em que bebiam muito álcool diminuíram de 19 para 7, mas, no caso do placebo (medicamento sem princípio-activo) a diminuição foi de 50%. Os dados dos outros estudos são ainda menos convincentes.


 Obviamente, a empresa afirma que o Selincro (nome comercial do medicamento) tem o potencial de transformar a maneira como a dependência do álcool é entendida, tanto pelo doente como pelo médico.

O futuro financeiro do medicamento está em jogo e logo a sua colocação no mercado. Falta apresentar mais dados...esperamos ansiosamente.

Entre todos os medicamentos que se mostraram como promessas no tratamento de diferentes doenças, em todo o tempo, pouco sobreviveram às expectativas.

 Muitos doentes e suas famílias estão à espera de um como este...será que funciona?